Neste Dia do do EAD, saiba quais são as vantagens do estudo remoto

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Jornal Lagoa News
Matrículas no ensino a distância aumentou até 50% na pandemia, informa estudo

Matrículas no ensino a distância aumentou até 50% na pandemia, informa estudo
Divulgação Freepik

No Dia do EAD (Educação a Distância) comemorado neste sábado (27) o R7 conversou com especialistas sobre as vantagens e perspectivas que o estudante tem ao optar por esta modalidade que mais cresce no país. 

A edição especial do Censo EAD.Br, um estudo da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância) publicado recentemente, mostrou que o volume de matrículas no ensino a distância aumentou até 50% na pandemia. O mesmo levantamento ainda aponta, que o EAD foi a forma que as instituições de ensino tiveram para viabilizar o acesso à educação na pandemia.

Carlos Fernando Araújo Júnior é diretor de relações nacionais na ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância). Segundo ele, a pandemia da Covid-19 criou novos hábitos, como por exemplo na forma de usar a tecnologia. “As relações de trabalho começaram a ser estabelecidas por meio do home office, do teletrabalho, na saúde e no mercado profissional, de um modo geral”, diz. “Toda a sociedade conseguiu enxergar o potencial da tecnologia e tudo o que pode ser feito com ela e principalmente o uso da tecnologia para a aprendizagem“, comenta.

Ainda de acordo com Júnior, o EAD tem sido uma importante base de inclusão social e econômica no país. “A Educação a Distância representa hoje uma oportunidade das mais diversas inclusões, seja social, econômica e de acesso ao ensino superior”, esclarece. “E quando feito com qualidade, existem no mercado instituições sérias, que têm bons indicadores no Ministério da Educação, tanto pelo Enade como IGC, acabam contribuindo para o aumento dos alunos no ensino superior brasileiro“, diz.

O especialista conclui que apesar dos aspectos negativos que a pandemia trouxe nos últimos dois anos, também houve avanços. “Por outro lado, tivemos um progresso de maturidade no uso das tecnologias e no conhecimento possível sobre o potencial da tecnologia, evoluímos uns cinco anos em dois anos”, explica. “E a tendência é que esse processo seja intensificado cada vez mais nos próximos anos”, conclui.

 

 

 

EAD na prática

Felipe Matias, de Alagoas, cursa administração de empresas

Felipe Matias, de Alagoas, cursa administração de empresas
Divulgação/Arquivo pessoal

 

 

 

Felipe Matias, 20 anos, mora em Alagoas e estuda administração de empresas na modalidade EAD pela instituição de ensino Ampli, edtech da Kroton. O universitário fala dos benefícios do estudo online para a sua vida. “Eu não conseguiria conciliar meus dois empregos e os estudos, optei pelo ensino a distância por permitir uma maior flexibilidade de horário”, diz.

Ainda de acordo com o jovem, que pretende investir em novos cursos nesta modalidade, o EAD possibilita ajudar as pessoas que não podem frequentar o ensino presencial. “Eu já realizei 20 cursos no EAD, e pretendo cursar minha pós-graduação no ensino a distância também”, conclui.

Para Rangel Barbosa, diretor sênior de produtos da Kroton. A pandemia evidenciou que não há perda de qualidade entre a modalidade presencial e EAD. Nesse sentido, a busca por cursos de ensino à distância cresceu 59% entre 2020 e 2021 em comparação com os anos anteriores, apontam pesquisas realizadas pela ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) e pelo MEC (Ministério da Educação).

“O EAD contribui para a democratização da educação, fazendo com que o ensino chegue com qualidade a todas as regiões do país”, explica Barbosa. “É assim que mais brasileiros se formam e possam ter condições de pleitear conquistas sociais e econômicas com sucesso, contribuindo também para o desenvolvimento local”, analisa.

Segundo Barbosa, a modalidade não determina a qualidade do aprendizado. A modalidade é apenas um aspecto avaliado para se encaixar na rotina do aluno. “Sempre que pensamos em educação, vislumbramos todos os avanços que a tecnologia pode agregar às nossas práticas de ensino”, diz. “Por isso, os nossos esforços estão concentrados em oferecer a melhor experiência educacional para os nossos estudantes”, conclui.

Estatísticas de ensino na pandemia

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e o Descomplica trouxe um raio x do processo de ensino aprendizagem durante a pandemia no Brasil. A pesquisa aponta para um importante papel da tecnologia na vida escolar dos alunos.

Ainda de acordo com o estudo, antes da pandemia, o consenso das famílias era limitar o tempo de tela das crianças e o computador era percebido como um vilão do estudo. Com o ensino remoto, os papéis da tecnologia na vida cotidiana se ampliaram.

Dados

– 6 milhões de estudantes (da pré-escola à pós-graduação) não acompanharam o ensino
remoto por falta de acesso à internet no domicílio;
– 1,8 milhão de alunos da rede pública não tiveram acesso ao ensino remoto porque
dependem de programas de distribuição de equipamentos (tablets ou celulares) para
poderem se conectar;
– 3,2 milhões, mesmo que tivessem acesso a chip e aparelhos, continuariam sem
estudar porque onde moram não há sinal de rede móvel;
– 8% dos estudantes de 6 a 34 anos abandonaram a escola em 2020, isso equivale a 4
milhões de alunos;
– 5% dos alunos de ensino fundamental e 11% do médio abandonaram os estudos;
– 89% dos professores das redes públicas de educação não possuíam experiência
anterior com ensino remoto;
– 42% dos professores da rede pública nunca haviam recebido formação para uso de
tecnologias digitais na educação.

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*Estagiário do R7 sob supervisão de Karla Dunder

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