Lojas pedem que consumidores não estoquem alimentos com novo lockdown no Reino Unido

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Com novo lockdown no Reino Unidos, lojas pediram que clientes não estoquem alimentos

Com novo lockdown no Reino Unidos, lojas pediram que clientes não estoquem alimentos – Getty Images

Os supermercados e outros varejistas do Reino Unido estão tentando tranquilizar os consumidores de que não há necessidade de estocar produtos à medida que novas restrições entram em vigor.

Na segunda-feira (04/01), o primeiro-ministro, Boris Johnson, anunciou um novo lockdown no país, com o objetivo de frear uma nova onda de contágios pelo coronavírus.

A rede varejista Asda pediu a seus clientes que “continuem a comprar com prudência e não comprem mais do que normalmente precisam”.

Houve um aumento nas compras online de alimentos depois que novas restrições foram anunciadas na segunda-feira, mas a demanda desde então caiu.

As lojas disseram que têm boa disponibilidade e aumentaram sua capacidade para o delivery.

As redes Tesco e Sainsbury’s dobraram sua capacidade desde março.

Quando novas restrições do lockdown foram anunciadas na segunda-feira, houve uma corrida online dos consumidores para reservar horários de entrega.

Grandes varejistas do Reino Unido aumentaram sua capacidade de fazer entregas

Grandes varejistas do Reino Unido aumentaram sua capacidade de fazer entregas  –  Getty Images

Desde então, essa corrida diminuiu. Na quarta-feira, os grandes supermercados avisaram os clientes de que não há necessidade de comprar a granel, já que as lojas gostariam de evitar a corrida desenfreada que ocorreu no início da pandemia.

A Asda afirmou que “atualmente tem uma grande disponibilidade de produtos em suas lojas e depósitos e seus funcionários estão trabalhando sem parar para manter as prateleiras abastecidas.”

A Sainsbury’s disse que tem “boa disponibilidade e incentiva os clientes a fazerem compras normalmente. No momento, não estamos restringindo os produtos”.

Já a Tesco teve limites de compra para vários produtos desde o primeiro lockdown e, mais recentemente, itens limitados, incluindo ovos, arroz, sabonete e papel higiênico. Isso ocorreu por causa de atrasos no frete em dezembro, quando os portos ficaram congestionados.

A empresa disse na quarta-feira que tinha “boa disponibilidade nas lojas físicas e online, com bastante estoque disponível, e encorajamos nossos clientes a comprar normalmente”.

Durante o primeiro lockdown, os supermercados viram um grande aumento na demanda por compras online, pois as pessoas tentavam evitar misturar-se nas lojas.

Todas as grandes redes aumentaram sua capacidade de entrega de alimentos.

A Tesco, maior rede de supermercados do Reino Unido, mais que dobrou sua capacidade de realizar entregas desde o início da crise e agora pode realizar 1,5 milhão por semana.

Nem todos eles são usados ​​no Reino Unido no momento, então a Tesco não tem planos no momento para aumentar a oferta de delivery.

A Sainsbury’s, a segunda maior, também mais que dobrou sua capacidade de entrega desde março e pode atender a mais de 800 mil pedidos por semana.

Já a Asda, a terceira maior rede, aumentou o número de pedidos disponíveis por semana em 90% desde março, chegando 850 mil, mas planeja aumentar sua capacidade.

A Morrison’s, a quarta maior rede de supermercados do Reino Unido, disse que aumentou suas operações online cinco vezes desde março.

Medidas contra o coronavírus

 

A Asda disse na quarta-feira que também está dobrando o tamanho de sua parceria com o aplicativo de entregas Uber Eats. A partir de fevereiro, a Asda oferecerá um serviço de entrega de 30 minutos em 200 lojas.

A empresa também está intensificando as medidas de segurança contra a covid-19, incluindo mais estações sanitárias, aumento da limpeza e “adicionar um revestimento antimicrobiano de proteção aos ‘pontos de contato’ do cliente em lojas, como alças de geladeira, freezer e cestos, além de áreas de pagamento.”

A rede também tem um aplicativo de enfileiramento virtual chamado “Quidini”, por meio do qual os clientes podem sentar em seus carros e esperar por uma vaga em uma loja se ela estiver ocupada.

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Rubens Britto

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