Johnson pede autorização de uso emergencial de sua vacina nos EUA

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Jornal Lagoa News
Vacina da Johnson & Johnson é aplicada em dose única

A Johnson & Johnson anunciou nesta quinta-feira (4) que pediu autorização ao FDA, a agência sanitária dos EUA, para o uso emergencial de sua vacina contra a covid-19. A empresa disse também que irá fazer o mesmo pedido para autoridades europeias nas próximas semanas.

Leia também: Vacina da Johnson é 66% eficaz para casos graves e moderados de covid

Na semana passada, a farmacêutica anuniou os resultados dos ensaios clínicos realizados em diversos países que mostram que a vacina, de dose única, tem uma eficácia de 66% na prevenção de infecções pelo novo coronavírus.

No teste com quase 44 mil voluntários, o nível de proteção contra casos graves e moderados de covid-19 foi de 66% na América Latina e de 57% na África do Sul, onde uma variante particularmente preocupante do coronavírus está circulando.

Fácil utilização

 

A expectativa é que a vacina, que além de não necessitar da segunda dose também não precisa ser armazenada na mesma temperatura baixa que outros imunizantes já disponíveis, agilize as campanhas de vacinação nos EUA e em outros países do mundo.

Segundo o comunicado, assinado pelo líder da divisão científica da empresa, Paul Stoffel, a vacina poderá começar a ser enviada assim que o uso seja autorizado, o que deve ocorrer nas próximas semanas. “Estaremos prontos para começar a enviá-las”, escreveu ele.

Os EUA já têm um acordo para comprar 100 milhões de doses da vacina da J&J, e tem previsão para receber metade este ano e metade em 2022. O país também tem a opção de comprar outros 200 milhões de doses.

A empresa informou que já tem doses prontas para iniciar a distribuição assim que saia a autorização e que pretende produzir globalmente até 1 bilhão de doses este ano, com proução nos EUA, Europa, África do Sul e Índia.

A vacina da Johnson & Johnson usa um vírus de resfriado comum chamado adenovírus 26, para introduzir proteínas do coronavírus nas células do corpo e despertar a resposta do sistema imunológico. Os imunizantes já aprovados da Pfizer/BioNTech e Moderna usam a tecnologia do RNA mensageiro, que exige que eles sejam armazenados em freezers.

Jornal Lagoa News
Rubens Britto

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