Inspirado em Elano, Pirani busca idolatria no Santos: ‘Quero escrever meu nome na história do clube’

Jornal Lagoa News
Gabriel Pirani é uma das grandes revelações da base do Santos nos últimos tempos

Gabriel Pirani é uma das grandes revelações da base do Santos nos últimos tempos

Ivan Storti/Santos FC

“A base salva”. Esse é um dos mantras da torcida do Santos desde o final da década de 70, quando surgiu a primeira geração dos Meninos da Vila. De lá para cá, a base do alvinegro praiano salvou o time algumas vezes. Quem não se lembra de Neymar, Robinho, Diego, Ganso, e tantos outros craques revelados no Peixe? Em 2022, outra joia quer fazer jus ao mantra, e provar que a água da Vila Belmiro, de fato, é diferente: Gabriel Pirani.

O habilidoso meia de apenas 20 anos despontou na equipe profissional do Santos ano passado, promovido pelo então técnico Ariel Holán. Mesmo após a saída precoce do treinador argentino, Pirani seguiu como peça vital da engrenagem santista e foi o atleta que mais vezes entrou em campo pelo Peixe na temporada passada, com 60 jogos, além de ter sido o principal garçom da equipe, com cinco passes para gol.

“Foi uma temporada muito marcante para mim. Além de ser a primeira como profissional, ser o jogador com mais assistências e o segundo em participações em gols no ano, é motivo de muito orgulho para mim. E ainda vestir a camisa 10 (na Sul-Americana), demoro a acreditar até hoje. Foi uma escolha da comissão que me pegou de surpresa e me deixou realizado, mas sentia que estava preparado para o desafio”, comenta Pirani em entrevista exclusiva para o R7.

A minha geração cresceu vendo o Ronaldinho Gaúcho brilhar nos gramados da Europa. Desde muito cedo eu me inspirei nele. Outro atleta que sempre me espelhei foi no Elano. Uma pessoa que tem o nome escrito na história do Santos

Gabriel Pirani, meio-campista do Santos

A história que o jogador vem escrevendo no Santos, porém, por pouco não foi escrita no rival São Paulo. Antes de chegar ao Peixe para jogar no sub-10, Pirani foi aprovado em testes no Tricolor, mas acabou não ficando. “Comecei no São Paulo, fazendo testes e passei. Mas como não tinha atingido a idade para poder morar no CT de Cotia, acabei fazendo teste no Santos e fui aprovado”, revela.

 

 

De Ariel Holán à Fábio Carille

 

 

A brilhante temporada de estreia de Pirani no profissional passou muito pelos treinadores que o jovem atleta teve em 2021. Quem o promoveu foi Holán, mas foi com Fernando Diniz que o meia fez a maioria de suas partidas. Depois da chegada de Fábio Carille, que trouxe uma atenção maior à defesa, para evitar o rebaixamento do Peixe, Pirani perdeu espaço. No entanto, o jogador vê as oscilações neste início de carreira como naturais.

“Aprendi com cada um deles. Ariel me deu a oportunidade de jogar no profissional e me deu a confiança para me manter no elenco. O Diniz foi o treinador com quem tive uma grande sequência e sou muito grato a ele. Com o Carille também foi um aprendizado importante, pois era um estilo de jogo diferente a qual tive de me adaptar”, analisa o jovem meio-campista.

A chegada de Fábio Carille se deu num contexto preocupante para o Santos. O alvinegro praiano corria sérios riscos de ser rebaixado pela primeira vez em sua história e um treinador com perfil mais defensivo foi contratado para sanar as deficiências de um time que parecia não ter forças para reagir naquela situação adversa.

“Não senti o peso, até porque eu sabia que sairíamos daquela situação. Lógico que, como todo jogador, principalmente no primeiro ano de profissional, acontecem oscilações, mas não senti essa pressão”, revela Pirani.

Fabián Bustos

Depois de campanha decepcionante no início do Paulistão 2022, a diretoria santista optou por trocar Carille pelo argentino Fabián Bustos, ex-Barcelona-EQU. Uma coisa que não mudou, porém, pelo menos por enquanto, foram as poucas oportunidades para Pirani. No entanto, o meia enxerga a competição no setor como natural.

O Bustos é uma pessoa bem intensa, cobra essa intensidade nos treinos e nos jogos. Tanto ele como a comissão sempre estão abertos a conversa e isso facilita muito o trabalho. Esperamos agora encaixar um boa sequência com ele

Gabriel Pirani, meio-campista do Santos

“Um clube do tamanho do Santos sempre terá grandes jogadores e isso é muito importante para todos, pois cria concorrência interna que eleva o nível. Todo jogador quer estar jogando e eu não sou diferente, mas tenho a cabeça muito boa, sei da minha qualidade e onde posso ajudar e estou treinando forte para quando precisar, estar pronto”, afirma Pirani.

 

 

Ídolo no Santos

Desde os 10 anos no Santos, Pirani quer se tornar ídolo no clube

Desde os 10 anos no Santos, Pirani quer se tornar ídolo no clube

Reprodução/Instagram/@pirani

 

 

Revelado no que é considerado o maior celeiro de craques do futebol brasileiro, Gabriel Pirani, como muitos outros antes dele, quer não apenas jogar e se destacar pelo Santos, mas sim ganhar títulos e, claro, se tornar ídolo no clube. Para tal, o jogador revela que uma de suas grandes inspirações na carreira são Ronaldinho Gaúcho e Elano, com quem Pirani trabalhou na base santista.

“A minha geração cresceu vendo o Ronaldinho Gaúcho brilhar nos gramados da Europa. Desde muito cedo eu me inspirei nele. Outro atleta que sempre me espelhei foi no Elano. Uma pessoa que tem o nome escrito na história do Santos e que eu tinha um contato muito próximo quando ele entrou para a comissão técnica da base. Aprendi muito com conselhos dele. Além de grande jogador, é uma grande pessoa”, comenta.

“Um jogador formado na base e com uma identificação dentro do clube não pensa em algo diferente a não ser fazer história e se tornar ídolo aqui dentro. Eu não sou diferente. Graças ao Santos, pude me profissionalizar e me formar como pessoa. Sou muito grato ao clube e quero retribuir da melhor maneira possível dentro de campo, com títulos e escrevendo meu nome aqui dentro”, completa Pirani.

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Rubens Britto

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