Grupo de 11 países decide acabar com produção de petróleo e gás

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Jornal Lagoa News
França e Suécia estão entre países que aderiram à iniciativa na COP26

França e Suécia estão entre países que aderiram à iniciativa na COP26
EFE / EPA / ROBERT PERRY

Um grupo de 11 governos nacionais e regionais decidiram nesta quinta-feira, na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), acabar com a concessão de novas licenças para a exploração de petróleo e gás em seus territórios.

A iniciativa Beyond Oil and Gas Alliance (“aliança além do petróleo e do gás”, em tradução livre), de Dinamarca e Costa Rica, conta com 11 governos que se comprometeram a acabar com a exploração desses combustíveis fósseis “em uma transição justa e bem gerida”.

Segundo anunciaram em entrevista coletiva, além dos dois sócios-fundadores, aderiram ao grupo como “membros principais” França, Irlanda, Suécia, País de Gales, Québec (Canadá) e Groenlândia.

Além disso, Nova Zelândia, Califórnia (EUA) e Portugal são membros “associados” e a Itália se junta por enquanto como país “amigo”, o que, segundo a organização, implica que apoia os seus objetivos da iniciativa.

Os membros principais da aliança se comprometem a acabar com a concessão de novas licenças de exploração, enquanto os membros associados devem demonstrar que estão fazendo esforços para eliminá-las gradualmente, como acabar com os subsídios.

No evento de lançamento, Dan Jorgensen, ministro do Clima, Energia e Serviços Públicos dinamarquês, disse que o seu governo “acabará com a era fóssil”, não porque “não há mais petróleo disponível”, mas porque “é a coisa certa a fazer”.

Jorgensen frisou que para o seu país, “um dos principais produtores europeus de petróleo”, esta será “uma decisão custosa, mas sensata”, pois será necessário enfrentar “a transformação do setor fóssil”.

A ministra do Meio Ambiente e Energia da Costa Rica, Andrea Meza, disse que embora o seu país “não seja produtor de petróleo”, possui “reservas”, depósitos que foram proibidos de serem explorados “há 20 anos”.

Meza comentou que recebeu “muita pressão para inverter esta regra”, e que iria “aprovar uma nova lei” para esse efeito.

A ministra costa-riquenha reafirmou a sua decisão de aderir à iniciativa porque “cada dólar fóssil é um dólar a menos para a conservação da natureza”.

A Suécia, também membro líder da aliança anti-petróleo e gás, representada pelo seu ministro do Meio Ambiente e Clima, Per Bolund, disse que “o futuro é renovável” e que o seu país “aprovará no próximo verão uma lei que proibirá a busca de combustíveis fósseis”.

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A ministra francesa para a Transição Ecológica, Barbara Pompili, explicou que “respeitar o Acordo de Paris significa afastar-se de dois séculos de civilização de combustíveis fósseis em poucas décadas”.

Ela observou que, “na França, dois terços da energia consumida ainda é combustível fóssil”, motivo pelo qual será preciso “conseguir uma transformação completa da sua economia”.

Alguns países recusaram o convite para aderir à aliança, como o Reino Unido, que ocupa a presidência da COP26, mas decidiu não se comprometer com uma data para a eliminação gradual do petróleo e do gás.

 

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