Educação: veja os tropeços de 2020 e as expectativas para 2021

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Jornal Lagoa News

Professores e estudantes sentiram o impacto emocional da pandemiaProfessores e estudantes sentiram o impacto emocional da pandemia  –  Divulgação/Pixabay

Um ano de pandemia no Brasil e a situação de estudantes e professores continua uma incógnita para este ano de 2021. O R7 ouviu especialistas para saber quais foram os erros e os acertos em 2020 e quais as expectativas para este ano.

A Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação), com o apoio do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e Itaú Social, apresentou na quarta-feira (10) o resultado de um estudo que analisou os desafios na Educação em 2020 e como está a volta às aulas neste 2021.

De acordo com a pesquisa, a maioria das escolas municipais conseguiu fechar o calendário escolar em 2020, 70% dos municípios. O levantamento também demonstrou que a falta de acesso à internet é uma barreira e boa parte das escolas teve de levar material impresso até os estudantes. Para os organizadores da pesquisa, é fundamental que o MEC (Ministério da Educação) acelere o programa de conectividade nas escolas.

“A pandemia deixou consequências tanto emocionais como de aprendizagem”, avalia Inês Kisil Miskalo, gerente executiva de articulação do Instituto Ayrton Senna. “A escola é um espaço de convivência entre as crianças e essa questão emocional precisa ser muito bem cuidada.”

Esse distanciamento entre professores e alunos também “impacta a aprendizagem uma vez que não há esse olho no olho.” Ela também destaca que os professores também enfrentaram difculdades com a conexão, além da questão emocional.

Como um caminho para 2021, a gerente do Instituto Ayrton Senna aponta a necessidade das redes municipais e estaduais se fortalecerem. “Ninguém esperava uma situação ainda mais agressiva da pandemia, o que torna muito difícil fazer qualquer previsão para este ano de 2021, a única certeza que temos é a incerteza.”

“Teremos poucas mudanças na Educação neste ano, infelizmente”, avalia Ismael Rocha, doutor em Educação e diretor do Iteduc. “Essa ideia de concluir ‘dois anos em um’ também não é correta, a aprendizagem se constrói quando a criança consegue interpretar a realidade, não tenho dúvidas do impacto da pandemia para o futuro, precisamos de política pública que realmente valorize a Educação.”

Para Felipe Poyares Coordenador de Relações Governamentais o problema da pandemia vai além do fechamento das escolas: “falta coordenação e esforços nacionais, as redes de ensino menores precisam de apoio técnico e a entrega de recursos é a menor desde 2010.”

Ainda, na visão do Todos pela Educação, o ano de 2021 deve ser marcado pelas atualizações das leis do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).

Jornal Lagoa News
Rubens Britto

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