Cidade com um milhão de habitantes sem coleta seletiva de lixo

Mantido apenas os serviços de coleta de resíduos domiciliares

Jornal Lagoa News

Com uma população de aproximadamente um milhão de habitantes, a capital sul-mato-grossense ficará sem a costumeira coleta seletiva de lixo. Apesar da possibilidade do caos da acumulação do lixo reciclável gerado pela paralisação do processo de destinação do lixo produzido, doravante a decisão de suspender a separação dos descartes (úmidos, secos, recicláveis e orgânicos) por 15 dias estão consubstanciadas às ações de proteção e prevenção à pandemia do coronavírus que se alastra pelo pais.

Segundo dados fornecidos pela concessionária responsável pela coleta residencial em Campo Grande – MS, a Solurb Soluções Ambientais, cada campo-grandense gera 324 kg de lixo/ano; ou seja, a média diária de 887 gramas de detritos domésticos. Deste modo, imaginemos, pois, uma habitação composta de quatro pessoas (média brasileira), que produzirá pelo menos 3,5 kg de lixo diariamente, com uma projeção semanal de quase 25 kg, uma quantidade presumível de produção de descartes semanal em cada residência.

No caso, se a falta da coleta seletiva provoca a acumulação do lixo e isso poderá ser anti-higiênico, um problema ambiental, por outro lado, através da ótica da saúde pública, concluímos que se trata de uma alternativa que protegerá milhares de trabalhadores tanto da área da coleta seletiva quanto daqueles que laboram na varrição das ruas, capina, roçada e pintura de meio-fio (serviços suspensos), um elevado agrupamento de operários expostos a uma perigosa contaminação com o coronavírus.

A decisão da Solurb (Comunicado 002/2020) encontra-se publicada em seu site www.solurb.eco.br informando que desde o dia 23 de março a coleta seletiva, bem como as demais atividades laborativas da empresa estão suspensas; exceto os serviços de coleta de resíduos domiciliares que estão mantidos com alterações de horários, conforme explícito no Comunicado.

Jornal Lagoa News
Rubens Britto

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