Alunos brasileiros se destacam em torneio internacional de robótica

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Jornal Lagoa News

Equipe Black Gold durante a competição regional da Bahia do FLLEquipe Black Gold durante a competição regional da Bahia do FLL   –  Divulgação/Arquivo pessoal

Estudantes brasileiros se destacaram na última temporada 2020/2021 dos torneios internacionais de robótica. Jovens contam sobre a experiência de trabalhar em equipe e sobre suas conquistas.

Igor dos Anjos da Silva Santos, 17 anos, teve o desafio de engajar e garantir a união dos estudantes sem as aulas presenciais durante a pandemia. Ex-aluno do Sesi (Serviço Social da Indústria) em Candeias (BA), Igor foi técnico destaque na competição regional da Bahia do FLL (First Lego League) neste ano, à frente da Black Gold, equipe de garagem formada por seis integrantes, em sua maioria, colegas da Escola Estadual Ouro Negro.

O jovem de escola pública dedicou os últimos seis anos aos torneios. Igor iniciou como anjo, foi competidor e agora é técnico da equipe. Para ele, há uma necessidade de inclusão do aprendizado em robótica nas escolas públicas do município para democratizar o conhecimento. “É preciso ter resiliência para que possamos incentivar a nossa juventude a ter novas chances para um futuro. A robótica edificou a minha vida e tem transformado os meus caminhos para melhor”, informa o jovem técnico da equipe Black Gold.

Firjan e Sesi promovem torneio de robótica em formato virtual

O Sesi é o representante no Brasil que promove torneios de robótica como a FLL (First Lego League) e o FTC (First Tech Challenge). A instituição apadrinhou a equipe Black Gold, doando a mesa da arena e o tapete das missões, além de maletas Lego. O grupo também conseguiu apoio da Secretaria Estadual de Educação, que concedeu notebooks para os alunos. Já a prefeitura disponibilizou a biblioteca municipal para a gravação dos vídeos submetidos à organização do torneio. Todo o esforço valeu a pena e a equipe ficou em segundo lugar no regional, classificando-se para a competição nacional.

Equipe Sanja Storm da E.E Prof. Alceu Maynard Araújo, em São José dos Campos (SP)Equipe Sanja Storm da E.E Prof. Alceu Maynard Araújo, em São José dos Campos (SP)Divulgação/Arquivo pessoal

Ricardo Akio Iamamoto é técnico da equipe Sanja Storm da E.E Prof. Alceu Maynard Araújo, em São José dos Campos (SP). Akio explica que a equipe foi a primeira do estado de São Paulo a participar na categoria FTC.  A pandemia de covid-19 trouxe dificuldades para os encontros da equipe, formada por sete integrantes.

“O treinamento para fazer o robô, a elaboração do projeto, foi tudo virtual. Apenas para montá-lo que nos encontramos”, conta o técnico. “Por ser a nossa estreia, tivemos que aprender as novas regras, correr atrás dos componentes, fabricar chassi”, explica. Os alunos projetaram e fabricaram o robô com apoio de patrocinadores para corte da chapa e dobraduras.

USP oferece curso preparatório para a Olimpíada de Robótica

“Eu percebo que os jovens de hoje estão mais motivados e engajados na área tecnológica. Os alunos estão mais atuantes e criativos, refletindo de qual forma a tecnologia possa retornar em benefícios para a sociedade,”finaliza Ricardo.

Camila Fonseca da Silva,16 anos, é aluna do Sesi de São José dos Campos e integrante da equipe Sanja Storm, conta que “o entrosamento de todos os membros da equipe foi fundamental para que pudéssemos alcançar o nosso objetivo e ver o robô funcionando.” A estudante explica que desde o 6º ano participa de campeonatos de robótica, mas foi no ensino médio que descobriu novas modalidades como a FTC.

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O Brasil da Robótica

Foi concluída recentemente a primeira etapa do Projeto-Piloto Robótica Espacial, iniciativa do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento para a Educação), em parceria com a UNB (Universidade de Brasília) e com a AEB (Agência Espacial Brasileira).

Unidades educacionais que não tinham acesso à robótica hoje comemoram avanços com o projeto-piloto que ensina robótica e programação de forma totalmente virtual. Atualmente, 11,5 mil estudantes de 250 escolas de todo o País têm acesso à educação digital, por meio de uma plataforma de auto-aprendizagem que, instalada no celular ou tablet, oferece aos alunos conhecimentos teóricos e práticos sobre robótica.

Projeto de Robótica Espacial do FNDE já está presente em 250 escolas de todo o PaísProjeto de Robótica Espacial do FNDE já está presente em 250 escolas de todo o País –  Divulgação Projeto de Robótica Espacial nas Escolas

Durante as etapas do curso, os alunos passam por reforços didáticos, resumos simplificados, dicas práticas, testes e avaliação progressiva. Todo esse processo é coordenado pela escola que aderiu ao projeto, na figura de um professor que terá a liderança durante todo o processo de aprendizagem.

Paulo César possui mestrado em engenharia e é diretor da Escola Municipal José Chies em Carlos Barbosa (RS). O diretor fala sobre a importância do Projeto-Piloto Robótica Espacial. “Selecionamos um grupo com os 10 melhores estudantes do ensino fundamental que se destacaram com o melhor desempenho.”

Para o professor, o projeto traz uma oportunidade única aos alunos no processo de ensino aprendizagem em um momento que o digital se faz muito presente por conta da pandemia do novo coronavírus.

A estudante Amanda Mendes do 9º ano do ensino fundamental da Escola Municipal José Chies, teve as expectativas superadas pelo projeto. “Foi uma experiência nova e importante que elevou a minha imaginação até a lua”, diz a jovem sobre os níveis da criatividade.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Karla Dunder

Jornal Lagoa News
Paulo da Costa
Jornalista e escritor, repórter do Jornal Lagoa News.

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